05/SETEMBRO/2020 - JCF -
JCF
Clovis - Tradição e Cultura
Viajando
pela historia e cultura
1988 – – O POVO ÍNDIGENA MUNDURUNKUS
15/08/2020 – CONTINUANDO A EDIÇÃO Nº 1987
NESTA EDIÇÃO 1988 REGISTRAREI OS INDÍGENAS MUNFURUNKUS COM SEUS COSTUMES E
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
1ª fonte: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Munduruku
Religiosidade
Nas práticas
religiosas os pajés exercem um papel primordial de cura através de manipulação
de ervas, atos de defumação e contato com o mundo dos espíritos. A
religiosidade tradicional é muito presente entre os Munduruku, mesmo com as
mudanças sofridas com a colonização. A religiosidade está presente em todos os
aspectos da vida cotidiana, regendo as relações com a natureza, as práticas do
mundo do trabalho e as relações sociais.
A cultura
indígena brasileira é vasta e diversificada, ao contrário
do que pensa o senso comum. Os historiadores estimam que, no início do século XVI, havia
quatro agrupamentos linguísticos principais: tupi-guarani, jê, caribe e aruaque.
Essas famílias linguísticas compartilhavam o mesmo idioma e culturas
semelhantes.
Antes da colonização, os índios
que habitavam o território (hoje denominado Brasil) tinham uma cultura
similar em alguns pontos, tais eram: organização social baseada no coletivismo; ausência de política,
Estado e governo; ausência
de moeda e de trocas mercantis; religiões politeístas baseadas
em elementos da natureza; e ausência da escrita.
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A visão
europeia sobre os povos indígenas foi, desde a colonização, etnocêntrica,
a qual considera o modo de vida indígena inferior por não conter elementos
considerados, pelos europeus, símbolos
de civilização e progresso. No entanto, a antropologia e a sociologia contemporâneas
já desmistificaram essas análises preconceituosas, estabelecendo que as
diferenças culturais entre os povos não são motivos para estabelecer-se uma hierarquia cultural.
Saiba mais: Escravidão indígena no Brasil colonial –
início e fim
Foto:
Luis Fernando Sadek, 1989

Há a presença de duas missões religiosas. A Missão São Francisco, localizada na aldeia Missão, no rio Cururu, instalada em 1911; e a Missão Batista, que iniciou suas atividades em fins da década de 1960, estando situada na aldeia Sai Cinza, no rio Tapajós, com uma distância de cerca de 40 minutos de lancha da pequena cidade de Jacareacanga. Como falei anteriormente, as interferências na vida cultural e religiosa dos Munduruku estão presentes devido à atuação das duas instituições religiosas, porém, os Munduruku em sua maioria, apesar de participarem dos rituais católicos e protestantes, dificilmente podem ser considerados como plenamente convertidos. Atualmente não há mais uma objeção aberta por parte das Missões às práticas de pajelança. E ao que parece os Munduruku não atribuem grande importância às condenações feitas pelas religiões cristãs à sua religiosidade tradicional. A presença de missões de diferentes religiões não causou entre os Munduruku rivalidades ou disputas deste cunho, fato que pode significar que eles atribuem soluções e interpretações próprias no que diz respeito a religião.
Cultura material
Na
cultura material se destacam as cestarias e os trançados, que são atividades
masculinas, cabendo ao homem a confecção do Iço – cesto com o qual as mulheres
carregam os frutos e produtos da roça –, as peneiras e demais utensílios de uso
doméstico feitos com talas e fibras naturais.
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ARTESANATOS VERDADEIRAS ARTES DOS MUNDURUCUS...JCF

Nos cestos Munduruku são grafados com urucu desenhos que identificam o clã do marido. Assim, por exemplo, as tipóias para carregar as crianças que são confeccionadas pelas mulheres com a fibra extraída de uma árvore, identificam, com a cor natural vermelha ou branca, a metade exogâmica à qual a criança pertence.
Alguns
homens e especialmente as mulheres são exímios na confecção de colares com
figuras zoomorfas (peixes, tracajás, gato do mato, jacaré etc.) esculpidos com
sementes de inajá e tucumã.
A cerâmica, atividade feminina por
excelência, encontra-se quase desaparecida, tendo algumas mulheres na aldeias
Kaburuá e Katõ que ainda dominam as técnicas tradicionais. Há informações de
que entre os Munduruku da terra indígena Coatá, no estado do Amazonas, esta
prática está mais presente.
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