03/NOVEMBRO/ 2020 - EDIÇÃO Nº  2063 - JCF


 

COLUNA JCF – 11/05/2015

JCF Clovis -  Tradição e Cultura

Viajando pela historia e cultura

2063 –  GONÇALVES DIAS – EDIÇÃO ESPECIAL


03/11/2020 – Bom dia terça feira, bom dia amigos e amigas...bela terça feira, levantei-me como de costume às 05:00 hs, ouvindo Mozart, Beethoven e tchaikovsk...Assim ,minha terça será maravilhosa...mexendo em meu celular deparei-me com imagens a mim enviadas por parentes do “clâ ferreira” moradores na bela e inesquecível São João Del Rei, lá nas Minas que também é Gerais..Aí minha saudade aumentou e doeu muito, lembrei-me então de Gonçalves Dias com o belo poema: Canção do Exilio,  doeu mais, pois este colunista nasceu em uma fazenda de nome “Fazenda do Sabiá” e este hoje velho colunista não pensou duas vez e murmurei “ Minha Terra Tem Palmeira onde canta o sabiá, as aves daqui não gorjeiam como lá...Canção do Exilio de Gonçalves Dias, e entre saudades mil da minha terra, pois sou mineiro, lembrei-me que justamente hoje eu precisava de um tema para minha edição de historia e/ou cultura, e não deu outra pois esta edição de número 2063 que ora inicio será sobre Gonçalves Dias com a belíssima obra “CANÇÃO DO EXÍLIO”...


Fonte: https://www.todamateria.com.br/cancao-do-exilio-de-goncalves-dias/#:~:text=A%20Can%C3%A7%C3%A3o%20do%20Ex%C3%ADlio%2C%20que,no%20livro%20%E2%80%9CPrimeiros%20Cantos%E2%80%9D.

Canção do Exílio, de Gonçalves Dias

Literatura brasileira

Canção do Exílio, que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá", foi publicado em 1857 no livro “Primeiros Cantos”.

É um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta romântico brasileiro Gonçalves Dias: (UMA OBRA PRIMA – JCF)

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

 

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

 

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

 

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

 

Após transcrever o poema na íntegra retratarei a seguir um resumo biográfico do autor Gonçalves Dias...

Fonte: https://www.todamateria.com.br/goncalves-dias/

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias foi um dos maiores poetas da primeira geração romântica do Brasil. Foi patrono da cadeira 15 na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Lembrado como poeta indianista, ele escreveu sobre temas relacionados à figura do índio. Além de poeta, ele foi jornalista, advogado e etnólogo.(obs: etnólogo significa o profissional que estuda as etnias, estuda os povos, seus costumes e cultura)...jcf




Biografia

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823 na cidade de Caxias, Maranhão.

Ingressou na Universidade de Coimbra em 1840, formando-se em Direito. Em 1845, retorna ao Brasil e publica a obra "Primeiros Contos". É nomeado Professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Ali, na época capital do Brasil, ele trabalhou como jornalista e crítico literário nos jornais: Jornal do Comercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia.


Também foi um dos fundadores da Revista Guanabara, importante veículo de divulgação dos ideais românticos. Em 1851 publica o livro "Últimos Cantos".

Nessa época conhece Ana Amélia, mas por ser mestiço, a família dela não permitiu o casamento. Assim, casa-se com Olímpia da Costa, com quem não era feliz.

Em 1854 parte para a Europa e encontra sua Ana Amélia, já então casada. Desse encontro nasce o poema “ Ainda uma vez-adeus!”.

Em 1864, depois de uma temporada na Europa para tratamento de saúde, embarca de volta a sua terra natal, ainda debilitado.

No dia 3 de novembro de 1864 o navio em que estava naufraga. O poeta falece próximo ao município de Guimarães, Maranhão, aos 41 anos de idade.

Gonçalves Dias foi autor de poemas indigenistas, “Os Cantos”, Teatros, ensaios críticos, além de diversas obras indianistas...jcf

ATÉ A PRÓXIMA...JCF



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