05 DE OUTUBRO DE 2021 - EDIÇÃO Nº 0259-2021 COLUNA JCF TRADIÇÃO E CULTURA - JCF

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0259/2021 –  A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA –P PARTE 2

O movimento foi liderado pelo militar e comercianteDomingos José Martinscapixaba e pelo Padre João Ribeiropernambucano, com o apoio de Domingos Teotônio JorgeVigário TenórioJosé Luís de Mendonça, José de Barros Lima, Padre MiguelinhoPadre RomaAntônio Henriques RabeloGervásio PiresAntônio Carlos de Andrada (irmão de José Bonifácio), Manuel Corrêa de AraújoJosé de Barros Falcão de Lacerda (que cinco anos mais tarde comandaria as tropas brasileiras na Batalha de Pirajá, principal confronto da Independência da Bahia), Cruz 

Cruz CabugáVigário de Santo AntônioFrei Caneca, entre outros. Embora os revolucionários fossem em sua maioria pernambucanos de nascimento, havia indivíduos oriundos de várias partes do Brasil, como Domingos José Martins, natural do Espírito Santo, Francisco José da Silveira, natural de Minas Gerais, e Antônio Carlos de Andrada, natural de São Paulo.

Por volta das duas horas da tarde, quando deixava seu gabinete (localizado nas proximidades da Igreja da Madre de Deus), o cônsul inglês Jonh Lempriere foi surpreso pelos disparos de armas de fogo e pelas badaladas dos sinos, os ruídos originavam-se do outro lado da ponte, em Santo Antônio. O cônsul, temendo por sua vida, teve que dormir em casa de amigos. Durante a madrugada do dia seguinte, uma peleja ocorreu no Campo do Erário (atualmente, a Praça da República) entre os realistas e os rebeldes. Com a derrota dos últimos, a Casa do Erário (casa da Fazenda Real ou Tesouro Régio) foi prontamente ocupada e ordens foram dadas para que a bandeira do Reino Unido fosse arriada e em seu lugar hasteada a bandeira revolucionária inicialmente totalmente branca.  Tendo conseguido dominar o Governo de Pernambuco, os revoltosos se apossaram do tesouro, instalaram um governo provisório e proclamaram a República.

Em 29 de março foi convocada uma assembleia constituinte, com representantes eleitos em todas as comarcas. Nela, foi estabelecida a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; o catolicismo foi mantido como religião oficial — porém com liberdade de culto —; foi proclamada a liberdade de imprensa (uma grande novidade no Brasil); e foram abolidos alguns impostos. A escravidão, entretanto, foi mantida.

À medida que o calor das discussões e a revolta contra a opressão portuguesa aumentavam, crescia, também, o sentimento de patriotismo dos pernambucanos.


Domingos José MartinsCapixaba, líder militar e mártir da Revolução Pernambucana, foi um dos quatorze revoltosos executados pelo crime de lesa-majestade


Padre João Ribeiro. Líder moral do movimento, suicidou-se, mas o seu corpo foi desenterrado, esquartejado e sua cabeça exposta em praça pública...JCF


Frei Caneca. Esteve no cárcere por quatro anos, foi fuzilado anos mais tarde, por ter liderado a Confederação do Equador - JCF



ANTONIO CARLOS DE ANDRADA – PAULISTA IRMÃO DE JOSÉ BONIFÁCIO, PASSOU QUATREO ANOS NA PRISÃO PELO SEU ENVOLVIMENTO NA REVOLUÇÃO...JCF



BÁRBARA DE ALENCAR, PRIMEIRA PRESA POLÍTICA DO BRASIL, É CONSIDERADA UMA HEROINA DO MOVIMENTO.

Expansão



JOSÉ PEREGRINO , UM DOS REVOLUCIONARIOS DA PARAIBA, CONDENADOS A MORTE PELO CRIME DE LESA MAJESTADE, FOI ENFORCADO E ESQUARTEJADO COM DEZENOVE ANOS INCOMPLETOS...JCF

Emissários da revolução estiveram no Rio de Janeiro e depois na Bahia, mas as tentativas de obter apoio fracassaram. Na Bahia, José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o Padre Roma, foi preso ao desembarcar e imediatamente fuzilado por ordem do governador, o português Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos. A população comemorou a prisão com um cântico: “Bahia é cidade / Pernambuco é grota / Viva conde d’Arcos / Morra patriota!”.

Em 16 de março, ocorreu a adesão da Paraíba. Participaram Amaro Gomes CoutinhoFrancisco José da SilveiraJosé PeregrinoPadre Antônio PereiraInácio de Albuquerque Maranhão, entre outros. O vigário de PombalJosé Ferreira Nobre, assumiu a função de propagá-la em todo o sertão paraibano. Como único caminho que  ligava o interior ao mundo civilizado, Patos também se tornou rota dos revolucionários.

No Rio Grande do Norte, o movimento conseguiu a adesão do proprietário de um grande engenho de açúcar, André de Albuquerque Maranhão, que depois de prender o governador, José Inácio Borges, ocupou Natal e formou uma junta governativa, porém não despertou o interesse da população e foi tirado do poder em poucos dias. O jornalista Hipólito José da Costa foi convidado para o cargo de ministro plenipotenciário da nova república em Londres, mas recusou.

  

 

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